Tempo, tempo
Tão longo
Esse livro, tão extenso
Será que eu não poderia pular para o final?
Contam boatos
De que a alegria existe
E coexiste com a nostalgia
Digo, isso saiu da boca de um bardo
Que aumenta a realidade
E recria a irrealidade
É tudo culpa da relatividade
É espaço, é tempo
É tempo, é espaço
Eles se devoram mutuamente
E evaporam em um espasmo
Tempo, tempo
Ele veio para o chá
Bebe o meu espaço físico, fuma o livro
Ele quer relaxar
Se matar
Relaxar
Basta!
Os anos se tornaram sombrios
Tão frio, tão frio
Será que eu não poderia pular para o final?
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
O Poeta Está Morto
O poeta está morto
Quem nos guiará para os castelos das terras perdidas
Arrebatando-nos com suas sinfonias nobres e complicadas?
O poeta está morto
Quem me levará para casa?
Moro nos campos verdes
Onde o brilho das estrelas soa mais intensamente
Embriagando-nos
Elas refletem nos poços de trevas infinitas
E ainda há os que se jogam para pergunta-las coisas sem respostas
Estou perdida
Tão perdida
Esqueça-me antes das guerras
Tenho duas faces
E não hesitarei em cavalgar para terras distantes
Chorem pelo que nunca tiveram
E regozijem-se do poder que nunca tiveram
Corram, fujam
Voem para longe
Porque o tempo já não passa
E a paz se tornara inalcançável
Brida 10/02/2011
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